Glossário

Os termos, as siglas e as palavras técnicas que usamos no site, explicados em poucas palavras.

Climatização e ventilação

AVAC Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado
O conjunto dos sistemas que aquecem, arrefecem e renovam o ar de um edifício. Nos edifícios de serviços é, muitas vezes, a maior fatia da energia consumida.
UTA Unidade de Tratamento de Ar
O equipamento que filtra o ar, o aquece ou arrefece e o distribui pelo edifício através de condutas. Pode misturar ar novo com o ar que volta das salas.
UTAN Unidade de Tratamento de Ar Novo
Uma UTA que trabalha só com ar novo, vindo do exterior. Garante a renovação do ar e a qualidade do ar interior; aquecer e arrefecer as salas fica, normalmente, a cargo de outros equipamentos.
VE, VI e VP Ventiladores de extração, de insuflação e de pressurização
Os ventiladores de uma instalação, pelo que fazem: o VE tira o ar viciado (casas de banho, cozinhas), o VI mete ar novo e o VP mantém um espaço em sobrepressão — uma escada, por exemplo, para o fumo não entrar em caso de incêndio.
VC Ventiloconvector, ou fancoil (FC)
Um aparelho com um ventilador e uma bateria por onde passa água quente ou fria, que aquece ou arrefece o ar de uma sala. É, muitas vezes, o que está no teto ou por baixo da janela de um quarto de hotel.
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Chiller UPAG — Unidade Produtora de Água Gelada
O equipamento que produz a água fria que circula pelos ventiloconvectores e pelas UTA para arrefecer o edifício. Muitos também produzem água quente, e aí funcionam como bomba de calor.
Split
O ar condicionado mais comum: uma unidade interior na sala e uma unidade exterior, ligadas por tubos por onde circula o gás refrigerante. Cada unidade interior serve uma divisão.
UI e UE Unidade Interior e Unidade Exterior
As duas metades de um sistema de ar condicionado: a interior, na sala, sopra o ar; a exterior, fora do edifício, liberta ou capta o calor. Nos desenhos aparecem com estas siglas.
VRV / VRF Volume de Refrigerante Variável / Fluxo de Refrigerante Variável
Um sistema de ar condicionado em que uma só unidade exterior serve muitas unidades interiores, regulando a quantidade de refrigerante que manda a cada uma. VRV é o nome da Daikin, que o inventou; VRF é o nome geral.
COP Coeficiente de Desempenho
Quanto calor um equipamento entrega por cada unidade de eletricidade que consome, a aquecer. Uma bomba de calor com COP 4 dá 4 kWh de calor por cada kWh que gasta. O SCOP é a mesma conta ao longo de uma estação inteira.
EER Rácio de Eficiência Energética
O mesmo que o COP, mas a arrefecer: quanto frio um equipamento produz por cada unidade de eletricidade que consome. O SEER é a versão sazonal.
Entalpia
A energia contida no ar, que soma o calor da temperatura com o da humidade. É ela que diz quanto custa tratar o ar; um recuperador entálpico aproveita as duas parcelas do ar que sai do edifício.
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QAI Qualidade do Ar Interior
O quão limpo e saudável está o ar dentro de um edifício: CO2, partículas, humidade, compostos voláteis. Nos edifícios de serviços é regulada por lei, e os sistemas de ventilação têm de a manter dentro dos limites.

Água quente e energias renováveis

AQS Águas Quentes Sanitárias
A água quente das torneiras e dos chuveiros. Num hotel é, muitas vezes, o segundo maior consumo de energia, logo a seguir à climatização.
BC Bomba de Calor
Um equipamento que vai buscar calor ao ar, à água ou ao solo e o leva para onde é preciso — para aquecer o edifício ou a água. Por cada unidade de eletricidade que consome, entrega várias de calor (ver COP).
BCAT Bomba de Calor de Alta Temperatura
Uma bomba de calor que aquece a água a temperaturas mais altas, à volta de 65 °C ou mais. Pode substituir uma caldeira nas águas quentes de um hotel, muitas vezes sem mudar o resto da instalação.
Painel solar térmico
Um painel que usa o sol para aquecer água, e não para produzir eletricidade como o fotovoltaico. Serve sobretudo para as águas quentes sanitárias.
FV Fotovoltaico (em inglês, PV)
Os painéis que transformam a luz do sol em eletricidade. No telhado de um edifício, servem sobretudo para autoconsumo: a eletricidade é gasta ali mesmo, e o que sobra pode ir para a rede.
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Automação e gestão técnica

GTC Gestão Técnica Centralizada (em inglês, BMS)
O sistema que comanda e vigia, a partir de um só sítio, os equipamentos de um edifício: climatização, ventilação, iluminação, águas quentes, alarmes. Liga e desliga, regula e avisa quando alguma coisa corre mal.
SACE Sistema de Automatização e Controlo de Edifícios (em inglês, BACS)
O nome que a lei dá aos sistemas de automação e controlo de um edifício — na prática, a GTC. A diretiva europeia do desempenho energético dos edifícios obriga a tê-los os edifícios de serviços com instalações de climatização de maior potência.
DDC Direct Digital Control (controlo digital direto)
Os controladores digitais que, na GTC, recebem os sinais dos sensores e comandam cada equipamento. São o «cérebro» local de cada máquina ou quadro.
EMS Energy Management System (sistema de gestão de energia)
A plataforma que mede e analisa os consumos de energia de um ou de vários edifícios: onde se gasta, quando e quanto custa. Mostra os desvios e onde se pode poupar.
IoT Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things)
Sensores e equipamentos ligados à internet, que enviam dados e recebem ordens sem ninguém ter de lá ir. É o que permite acompanhar um edifício sala a sala — a temperatura, a ocupação, os consumos — à distância.

Manutenção e gestão do edifício

FM Facility Management (gestão de instalações)
A gestão de tudo o que faz um edifício funcionar no dia a dia — manutenção, energia, limpeza, segurança, espaços —, para que quem o usa não tenha de pensar nisso.
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PMP Plano de Manutenção Preventiva
A lista das operações de manutenção de cada equipamento e da frequência com que se fazem, para evitar as avarias em vez de as reparar. A regulamentação exige-o em muitos edifícios de serviços.
CMMS Computerised Maintenance Management System (software de gestão da manutenção)
O software que organiza a manutenção: os equipamentos, os planos, os pedidos de intervenção e o histórico de cada um. O GEMAX, da Âmago, é um destes sistemas.
BIM Building Information Modelling
Um modelo digital do edifício em que cada elemento — paredes, tubagens, equipamentos — traz a sua informação. Serve o projeto, a obra e, depois, a manutenção, e pode ser feito a partir de um levantamento 3D do que já existe.

Contratos de desempenho energético

CDE Contrato de Desempenho Energético
Um acordo que permite melhorar a eficiência energética de um edifício, reduzir custos e diminuir as emissões de CO₂, com poupanças contratualmente garantidas. Inclui a implementação de medidas de melhoria e a monitorização dos resultados ao longo do contrato. O investimento é recuperado através das poupanças obtidas, e a remuneração da empresa prestadora está associada ao desempenho alcançado.
ESE Empresa de Serviços Energéticos (em inglês, ESCO)
Uma empresa que melhora a eficiência energética dos edifícios dos clientes e assume o risco do resultado, normalmente através de contratos de desempenho energético. A Âmago é uma ESE.
M&V Medição e Verificação
O processo que prova quanto se poupou de facto: compara o consumo depois das medidas com o que o edifício teria gastado sem elas, corrigido pelo clima e pela ocupação. É a base do pagamento num CDE.
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IPMVP International Performance Measurement and Verification Protocol
O protocolo internacional que define como se medem e verificam as poupanças, para que os resultados sejam comparáveis e credíveis. É a referência dos contratos de desempenho energético.
CMVP Certified Measurement and Verification Professional
A certificação dos profissionais habilitados a medir e verificar poupanças segundo o IPMVP, atribuída pela Association of Energy Engineers (AEE) com a EVO.

Certificação e regulamentação

SCE Sistema de Certificação Energética dos Edifícios
O sistema nacional que define como se avalia e certifica o desempenho energético dos edifícios, e que regras eles têm de cumprir — na habitação e no comércio e serviços. É dele que fazem parte o certificado energético e os peritos qualificados.
CE Certificado Energético
O documento que classifica a eficiência energética de um edifício ou de uma fração, numa escala de A+ a F, e indica medidas de melhoria. É obrigatório para vender ou arrendar. Há o certificado de um edifício ou fração existente e o 1.º CE, emitido depois de uma obra.
PQ Perito Qualificado
O técnico habilitado a emitir certificados energéticos. O PQ I certifica habitações e pequenos edifícios de serviços; o PQ II, os grandes edifícios de serviços.
GES Grandes Edifícios de Serviços
Na regulamentação portuguesa, os edifícios de comércio e serviços de maior dimensão. Têm regras próprias de certificação energética, de manutenção e de qualidade do ar.
SGCIE Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia
O regime para as instalações que consomem muita energia: obriga-as a fazer auditorias energéticas periódicas e a cumprir um plano de redução dos consumos.
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Eletricidade

E-REDES
O operador da rede de distribuição de eletricidade em Portugal continental. É quem liga as instalações à rede e gere os contadores — e quem tem os registos de consumo de cada quarto de hora.
BTN e BTE Baixa Tensão Normal e Baixa Tensão Especial
Os dois níveis de baixa tensão dos contratos de eletricidade. A BTN é a das casas e dos pequenos edifícios, até 41,4 kVA de potência contratada; a BTE é para potências acima disso, com uma fatura mais detalhada — horas de ponta, energia reativa. Os edifícios maiores ligam-se em média tensão (MT).
MT Média Tensão
O nível de ligação à rede entre 1 kV e 45 kV, o dos edifícios grandes — hotéis, hospitais, centros comerciais. O edifício tem o seu próprio posto de transformação, que baixa a tensão para a que se usa lá dentro, e a fatura é como a da BTE: quatro períodos horários, potência em horas de ponta e energia reativa.
Horas de ponta, cheia, vazio e super vazio
Os períodos em que o dia se divide na fatura da eletricidade, cada um com o seu preço: a ponta é o mais caro, quando a rede está mais carregada; o super vazio, de madrugada, o mais barato. A tarifa diz quantos períodos se contam — simples, bi-horária, tri-horária ou, em BTE e média tensão, tetra-horária.
Potência contratada
A potência máxima que a instalação pode pedir à rede ao mesmo tempo, e que se paga todos os dias na fatura, use-se ou não. Em BTN escolhe-se no contrato; em BTE e média tensão é, em regra, a maior potência que o contador registou nos últimos doze meses.
Potência em horas de ponta
A potência média que a instalação consome nas horas de ponta, cobrada à parte em BTE e média tensão. É uma das parcelas mais pesadas da fatura, e das que mais descem quando se tiram consumos das horas de ponta — a climatização, as águas quentes, a carga de veículos.
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Energia ativa e reativa
A energia ativa é a que faz trabalho útil — aquecer, iluminar, mover motores — e é a que se paga em kWh. A reativa vai e vem entre a rede e equipamentos como motores e transformadores sem fazer trabalho; em BTE e média tensão, acima de um certo limite, a fatura cobra-a como penalização, e corrige-se com baterias de condensadores. As duas juntas dão a energia aparente, que é a que a instalação tem de transportar.
CIEG Custos de Interesse Económico Geral
A parte da fatura da eletricidade que não paga a energia, mas políticas públicas: o apoio às renováveis e a convergência tarifária das regiões autónomas, entre outras. São fixados todos os anos e pesam no preço final.

Financiamento

Portugal 2030
O programa que reparte por Portugal os fundos europeus de 2021 a 2027, entre eles os apoios à eficiência energética das empresas e dos edifícios. A Âmago prepara candidaturas a estes fundos.

Entidades

DGEG Direção-Geral de Energia e Geologia
O organismo do Estado que define e acompanha a política de energia em Portugal. É, por exemplo, onde se registam as instalações de produção para autoconsumo.
ADENE Agência para a Energia
A agência portuguesa para a energia. Gere o sistema de certificação energética dos edifícios (o SCE) — é lá que ficam registados todos os certificados — e promove a eficiência energética.
APA Agência Portuguesa do Ambiente
O organismo do Estado responsável pelo ambiente. Na climatização, é a autoridade dos gases fluorados — os gases refrigerantes com efeito de estufa usados nos equipamentos de ar condicionado.