Âmago ajuda hotelaria a poupar energia – Artigo do Semanário Regional do Algarve Barlavento de 19 de Outubro 2017

Posted on: Outubro 20th, 2017 by Catarina Vilão No Comments

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Empresa criada em 2008 tem vindo a crescer na área das soluções eficientes para a poupança energética.  Sistemas que permitem aos empresários hoteleiros poupar milhares de euros anualmente

Eficiência energética é uma expressão que começou a estar nas contas de quem quer poupar muitos euros nas contas ao fim do mês. A Âmago é uma empresa, localizada em Portimão, que permite ajudar na tarefa de encontrar soluções, instalando sistemas ou medidas com base nesse objetivo. O principal foco a nível de clientes são os grandes edifícios, em particular da hotelaria, e é nesta área que a empresa, administrada por João Raposo, está a dar cartas.

«Estamos muito focados nos edifícios de serviços, hotéis, centros comerciais, escolas, hospitais, e não tanto na habitação, embora também façamos Certificação Energética para particulares. A nossa grande especialidade são os imóveis de grande dimensão», contou ao «barlavento» João Raposo, administrador e fundador da Âmago.

Aluno da primeira geração do Instituto Politécnico de Faro do curso que, na altura, se denominava Engenharia Térmica, o empresário conta com uma equipa de sete técnicos, engenheiros e arquiteto, que encontrou uma nova forma de crescer no mercado, ao dedicar-se sobretudo às necessidades da indústria hoteleira.

O negócio nasceu em 2008, na altura, muito centrado na novidade da Certificação Energética. A crise, que a partir desse ano afetou a construção civil, trouxe levou a Âmago a diversificar o seu core business.

Cada vez que a equipa emitia um Certificado Energético, apoiado por um relatório detalhado com medidas para tornar o edifício mais eficiente, João Raposo notava que os clientes ficavam com o papel, que era, em alguns casos, apenas uma formalidade necessária para uma escritura ou para financiamentos. Na prática, pouco ou nada faziam para implementar as sugestões. «No fundo, não estávamos a implementar eficiência energética, nem a conseguir poupanças», contou.

João Raposo resolveu, então, apostar num modelo de negócio para edifícios de maior dimensão que, apesar de ser novidade em Portugal, nessa altura, já não o era nos Estados Unidos da América ou no resto da Europa.

«Apresentávamos um relatório, resultado de uma auditoria energética, que estimava que um investimento na ordem dos 300 mil euros levaria à poupança de 100 mil euros por ano. Estaria pago em três anos», exemplificou.

O problema, até acentuado pela crise, é que o cliente duvidava, muitas vezes, se o investimento que teria de fazer, se traduziria, na prática, na amortização e poupança apresentados pela empresa. «Nós temos tanta confiança e segurança de que estas estimativas são corretas, que estou disposto a arranjar o dinheiro e a fazer as obras. O cliente vai pagando em função das poupanças que daí resultam», garantiu o fundador da Âmago. Este processo dá pelo nome de «Contrato de Desempenho Energético».

À cabeça, desses 100 mil euros, o cliente recebe logo 10 por cento, começando a poupar sem gastar nada.

«Faturamos 90 por cento e, em vez de ser três anos, vai ser um período de quatro, cinco ou sete, o que nos permitirá rentabilizar o investimento, contando com uma margem para nós e com o facto de termos de pagar os juros do financiamento», revelou o empresário. Ou seja, o cliente não corre riscos, obtém um edifício com eficiência energética feito por uma equipa especialista e tem a garantia de resultados.

O primeiro teste aos contratos de desempenho energético efetuados pela Âmago foi implementado no Pestana Dom João II Beach Resort, em Alvor, que, estando a ser faturado desde 2014, consegue poupanças na ordem dos 25 por cento. Foi o primeiro contrato no Algarve e o segundo em todo o país.

 

Aliás, o grupo hoteleiro já apostou em contratos de desempenho energético também no Pestana Viking Beach & SPA Resort, em Armação de Pêra, onde a empresa está a conseguir reduções de energia que rondam os 40 a 45 por cento.

Já o terceiro contrato foi firmado com o Pestana Alvor Park, a primeira unidade onde foram montados também painéis fotovoltaicos. Está também em vista a implementação de mais contratos.  Foi com o primeiro contrato de desempenho energético que a empresa concorreu ao Fundo de Apoio à Inovação (FAI) e venceu. «Fomos os que mostramos que conseguíamos obter mais poupanças e, por isso, ganhámos o direito de nos emprestarem dinheiro. São 70 por cento do total que precisávamos. Ou seja de 388 mil euros, recebemos 270. Esta aprovação ofereceu-nos um ano de carência e três anos para devolver o dinheiro emprestado, sem juros», disse.

O foco na hotelaria é interessante, sendo esta uma indústria exposta a muitos desafios, como a sazonalidade. «Não podem desligar tudo e manter o hotel em funcionamento. Há unidades que gastam muita energia nos meses de inverno em aquecimento, porque têm que manter as zonas comuns aquecidas, mesmo quando tem dez ou quinze por cento de ocupação. E custa o mesmo com altas ou baixas receitas.

Ao contrário do que acontecia num passado recente, a instalação de sistemas eficientes de aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC) é hoje um ramo especializado da engenharia, visto que o conforto térmico dos edifícios é determinante para a poupança de energia. Esta é também uma vertente que a Âmago tem desenvolvido.

«Nos projetos de edifícios novos tentamos reduzir os consumos com a utilização de materiais, colaborando com a arquitetura, jogando, por exemplo com as janelas e isolamentos térmicos. Depois de otimizarmos o edifício a nível térmico, vamos complementar as necessidades de climatização ou ventilação», tirando partido das energias renováveis sempre que possível, acrescentou. «O mínimo legal para a certificação energética de um projeto, num edifício novo é B-. No entanto, tentamos que seja sempre o mais elevado possível, desde que haja vontade do Arquiteto e do Dono de Obra».

 

Monitorizar é essencial

 

Ao implementar Contratos de Desempenho Energético, a Âmago tem que garantir que as poupanças são reais, por isso torna-se fundamental, a monitorização das medidas e sistemas de eficiência energética. «Analisamos os consumos diários ou, às vezes, de hora a hora. Tudo para que não haja anomalias. Se houver uma fuga de água ou um consumo anormal somos alertados por email e SMS. Sempre que algum dos valores foge demasiado ao normal, o sistema avisa», detalhou o responsável pela Âmago.

João Raposo consegue ver num computador como está a funcionar o sistema em determinado local em tempo real. Tomando como exemplo o Pestana Viking Beach & SPA Resort, em Armação de Pêra, ou o Pestana Dom João II Beach Resort, em Alvor, o empresário mostrou ao «barlavento», no escritório em Portimão, que basta carregar num botão para ligar a climatização dum local. É a Gestão Técnica Centralizada.

«Os hotéis grandes costumam ter um sistema central de arrefecimento. Por exemplo, a água sai a sete graus e volta a doze. A razão das elevadas poupanças que estamos a ter no Viking é que estas temperaturas oscilam. O ar condicionado ao fazerem frio no interior, deitam fora calor para o exterior. Mas podemos aproveitar esse calor, por exemplo, para produzir água quente sanitária, explicou.

O hotel tem quatro depósitos com capacidade individual de cinco mil litros de água e consegue aquecê-la de forma quase gratuita. «As caldeiras a gasóleo, no verão, estão paradas. Antes trabalhavam 12 horas por dia, agora estão ligadas vinte minutos. E é uma redução de custos brutal», justificou.

Esta gestão de energia passou por um período de muita afinação e de avaliação das necessidades do hotel e este é um tipo de trabalho que nem todas as empresas «da nossa especialidade sabem fazer ou têm segurança suficiente» para fazê-lo.

Foi também essencial mudar alguns comportamentos para chegar à eficiência desejada, sem que a qualidade dos serviços aos clientes seja alterada. «Nos edifícios há horas em que a energia é mais cara. Tipicamente é das 9h00 ao 12h30. As bombas das piscinas, por exemplo, no verão têm que trabalhar o dia todo, mas no inverno podem ser desligadas nessas horas. Houve um dia que alguém começou a usar energia naquele contador, fomos alertados pelo sistema e fomos ver o que se passava. Eram os mergulhadores que usavam a máquina para encher as garrafas de mergulho. Explicamos que se não houvesse inconveniente deveriam fazer aquela tarefa à tarde, por causa dos custos de energia.

 

Âmago criou o software Gemax para manutenção dos hotéis

 

Na hotelaria, um edifício normal costuma ter dezenas ou centenas de quartos, locais diversos e muitos equipamentos que necessitam de manutenção para prevenir gastos inconvenientes. O sistema de manutenção Gemax, criado pela Âmago, colmata a necessidade que as empresas do sector sentem, no que diz respeito ao Plano de Manutenção dos imóveis ou Registo de Ocorrências.

«Para obter um certificado energético é obrigatório ter um Plano de Manutenção, corretivo e preventivo. Tal como o Registo de Ocorrências, pois deve estar registado todo o histórico de intervenção nos equipamentos de climatização, que a legislação obriga. Pode ser uma folha de papel, um documento Word, mas poucos o fazem», resumiu. Assim, em 2010, o empresário analisou um conjunto de softwares de manutenção existentes no mercado, mas chegou à conclusão ou que eram desenvolvidos para fábricas ou grandes navios da Marinha Mercante e eram programas muito complicados e pesados.

Lançou mãos à obra e desenvolveu um conceito simples e versátil, em conjunto com o Eng. Tiago Pinto, que trabalha na Âmago e uma equipa de programadores para desenvolverem o produto.

Daí resultou um programa já instalado em todas as Pousadas de Portugal do grupo Pestana em 2012, tendo sido alargado às outras unidades do Grupo em Portugal Continental e Ilhas, em maio de 2016. São cerca de 65 unidades, tendo sido um grande passo para a empresa de Portimão.

«Esse é outro pilar que permite atacar um dos aspetos da eficiência energética, que é a manutenção preventiva dos equipamentos. Se os filtros forem limpos periodicamente, as correias e as lubrificações monitorizadas, as máquinas vão funcionar melhor, consumir menos energia e ter menos avarias», argumentou João Raposo.

Em qualquer altura, os técnicos de manutenção de um hotel «podem saber que intervenções se fizeram naquela máquina, naquele quarto ou na caldeira», e quando, mostrou. Na prática, qualquer pessoa que trabalhe no hotel recebe um pedido de trabalho ou um reporte de uma avaria. É enviada uma SMS ao técnico ou uma notificação e, em função da urgência, ele gere as tarefas. «Uma pessoa insere no programa que no quarto 203 o ar condicionado não funciona. O técnico da manutenção vai arranjar e, no final, regista no sistema o que fez. Gere as tarefas diárias e os espaços passam a ter um histórico de intervenções, o que permite identificar um problema recorrente», detalhou.

O programa está em funcionamento e em continuo desenvolvimento, estando a prepará-lo para as aplicações móveis.

 

Portimonenses concorrem com os grandes da energia

 

«Somos a única empresa no Algarve completamente dedicada à eficiência energética. Podíamos fazer outro tipo de projetos ligados à engenharia, mas não queremos. Neste momento, efetuamos três serviços diferenciados. Há mais empresas no país, mas a nível de serviços de energia, nestes moldes, apenas há 41 empresas registadas na Direção Geral de Energia», referiu o empresário. Concorrem lado a lado com grandes insígnias como a EDP, a Galp. «Somos pequenos, muito competitivos, conseguimos obter mais poupanças que os outros e conseguimos atingir as poupanças a que nos propomos. E essa é a nossa grande diferença», afirmou satisfeito o fundador da empresa.

 

Empresa algarvia chega além fronteiras

 

O grupo Pestana é o cliente da empresa portimonense com maior volume de edifícios a requisitar os serviços de eficiência energética. No entanto, a Âmago tem, nos nove anos de história, conquistado diversos projetos. Na cidade onde está sediada, o grupo de técnicos trabalhou na requalificação do edifício Mabor, perto da zona ribeirinha, para o qual efetuou os projetos térmicos em parceria com outra empresa da área da engenharia civil e arquitetura. Nesse caso, foi necessário a equipa aproveitar o imóvel existente para implementar as medidas de eficiência energética. «Fez-se quase tudo, desde mudar os envidraçados à colocação de sistemas solares», revelou João Raposo, responsável pela Âmago.

No mesmo concelho, o empresário efetuou o Certificado Energético do HOTEL PESTANA RACE junto ao Autódromo Internacional do Algarve, bem como «alguns trabalhos com a cadeia do Hotel Júpiter, que tem unidades em Lisboa e Portimão». No resto do país, como Lisboa, Viseu, Bragança, Ilha da Madeira ou São Tomé e Príncipe, contam criação de medidas de Eficiência Energética. São grupos hoteleiros na grande capital, edifícios de escritórios, escolas privadas, supermercados e hipermercados. «Há outras cadeias que ainda não estão muito sensíveis a este assunto, pois trabalham com margens mais apertadas, mas, por exemplo, o grupo Sonae tem um sistema especial feito pela própria marca», explicou. Já as entidades públicas, como as Câmaras Municipais, acabam por se deparar com limitações legais que tornam complicado atuar nestes modelos de contratos de desempenho energético. No horizonte estão na calha projetos no sul de Espanha.

 

Investir para poupar em casa

 

A maioria das dicas de poupança de energia na utilização doméstica já são conhecidas pela maioria das pessoas, mas nunca será demais voltar a enumerar algumas. João Raposo, fundador da Âmago, contou que os contratos que a empresa desenvolve são mais adaptados a outros sectores como a hotelaria e serviços ou edifícios de grande dimensão do que aos particulares. «Conseguimos contratos de desempenho energético de cinco anos, até porque mais do que isso torna o peso dos juros mais elevado. E a nível doméstico, é difícil obter prazos semelhantes, pois depende muito do uso que as pessoas dão aos equipamentos e, como são quantidades de energia muito baixas, não justifica para nós enquanto empresa». Apesar de não ser uma medida para particulares, o empresário incentiva as pessoas a fazerem investimentos em soluções de eficiência energética do próprio bolso, pois «a cinco ou seis anos vai compensar». «Em habitação, o solar-térmico ou mesmo o fotovoltaico, se houver condições, ainda que seja só 1500 watts compensa. O auto-consumo, neste caso, tem que ser muito cuidado, porque, regra geral, não estamos em casa durante o dia», alertou. Ou seja, há que verificar primeiro qual o consumo habitual dos equipamentos que estão sempre ligados (frigorífico, arca congeladora). «Às vezes, basta ter 200 ou 300 watts, que é um painel ou dois, e já equilibra. Mais pode ser um desperdício, pois depois não se consegue vender à EDP ou, se conseguir (acima dos 1500 watts é possível), é a tarifas muito baixas de quatro ou cinco cêntimos», avisou. No entanto, se a habitação for maior, com bombas de piscina e sistema de rega, um investimento maior em energia fotovoltaica compensará. Outros exemplos são a utilização de lâmpadas Light Emitting Diode (LED) nas divisões onde a luz está ligada por maiores períodos (cozinha ou sala de estar), a colocação de redutores de caudal nas torneiras, a troca de equipamentos com mais de dez anos. «Fiz as contas na minha casa e vi que se trocasse o frigorífico poupava cem euros por ano. Um novo, se for 700 euros, está pago em sete anos. E se for estimado, dura muito tempo. Na minha opinião, frigoríficos com dez anos, hoje já compensa trocar», concluiu.

 

Certificação energética só está no terreno há oito anos

 

A reviravolta nesta área começou em 2006, quando foi criada a legislação acerca da certificação energética. No entanto, só após três anos é que esta começou a ser implementada na prática nos edifícios. Entretanto, em agosto de 2013, a legislação seria revista, entrando em vigor em janeiro do ano seguinte. Esta temática já conta, hoje, com um decreto de lei, revisto quatro vezes, quase uma dezena de portarias, doze despachos e quatro ou cinco erratas, explicou o empresário João Raposo.

E quando a questão é a poupança de custos na energia, o assunto toca na situação das ajudas estatais, incentivos e subsídios. «Existe o Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), a nível da União Europeia» com fundos a que as empresas, Estado e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) se podem candidatar. Uma medida que contou com atrasos na implementação, pois «a União Europeia sentiu necessidade de corrigir alguns aspetos a nível da legislação energética por não estarem de acordo com o espírito da Diretiva Europeia. Por isso, houve quatro alterações», afirmou.

 

 

Hotel Pestana Viking

Posted on: Agosto 4th, 2017 by Catarina Vilão No Comments

No âmbito do Contrato Desempenho Energético que a Âmago ganhou num concurso nacional, promovido pelo Fundo de Apoio a Inovação / ADENE, o contrato entrou em fase de serviço em Fevereiro de 2017.

Após um primeiro período de ensaios e afinações / melhoramentos conseguimos um grande objectivo de produzir toda a necessidade de água quente sanitária apenas com a recuperação de calor do Chiller e uma pequena bomba de calor auxiliar.

Existindo uma caldeira de apoio que não funciona há varias semanas no verão, isto sim é eficiência energética, pois um desperdício de calor que é normalmente existente está a ser aproveitado e encaminhado para produzir água quente sanitária de forma praticamente gratuita.

 

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Universidade do Algarve

Posted on: Agosto 4th, 2017 by Catarina Vilão No Comments

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A Âmago – Energia Inteligente ganhou a adjudicação do contrato de Certificação Energética da Universidade do Algarve de Grandes Edifícios de Serviços de seis Edifícios em Março de 2017.

O contrato tinha como principais objetivos a determinação da eficiência energética dos sistemas, a apreciação do sistema de manutenção e o estudo de medidas de melhoria que permitam a redução dos consumos ou a melhoria das condições de conforto e a candidatura a um aviso para financiamento de medidas de Eficiência Energética do POSEUR.

O prazo para conclusão do projecto era de 45 dias, e a Âmago entregou o mesmo num tempo recorde de 33 dias, ao qual se deveu toda a dedicação da equipa alocada ao projecto.

 

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Contrato de Desempenho Energético – Pestana Viking Hotel

Posted on: Setembro 30th, 2016 by Bruno Santos No Comments

Apresentação do Contrato de Desempenho Energético implementado pela ÂMAGO-Energia Inteligente, Unip. Lda no PESTANA VIKING HOTEL na Praia da Sra. da Rocha – Alporchinhos – Lagoa, com financiamento do FAI – Fundo de Apoio à Inovação.*

 

O Hotel Viking reunia condições particularmente vantajosas para a redução dos Custos de Energia. É um Edifício dos anos 70, tendo sofrido remodelações ao longo dos anos, mas mantendo a maioria dos Sistemas de Climatização originais.

Tem um conjunto de características construtivas e de sistemas que o tornam muito especial. A construção é todo tipo túnel, ou seja, inteiramente em Betão. Neste Edifício não existem tijolos, apenas betão e vidro, o que o torna termicamente pouco eficiente e muito dependente de climatização ativa para manter o conforto dos clientes.

Um Chiller só frio agua/agua com Torre de Arrefecimento ainda original fazia o arrefecimento.

Duas caldeiras a gasóleo produziam todo o Aquecimento Ambiente no Inverno e toda a AQS- Água Quente Sanitária durante o ano. O Gasóleo de Aquecimento está quase ao preço do Gasóleo Rodoviário, tornando-se uma energia cara.

(mais…)

A importância da manutenção nos edifícios de Comércio e Serviços

Posted on: Abril 19th, 2016 by Alexandre Campos No Comments

Os diversos equipamentos instalados nos edifícios de comércio e serviços contribuem cada vez mais para o consumo energético do edifício, sendo em muitos casos responsáveis por níveis de consumo superiores a 50% do consumo total de energia do edifício.

A maioria destes equipamentos, sejam equipamentos AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado), sejam equipamentos utilizados no normal funcionamento do edifício (como por exemplo equipamentos de cozinha, de refrigeração, de lavandaria, etc.) vão se degradando ao longo do tempo, deixando de funcionar correctamente, o que resulta numa diminuição da eficiência do equipamento e o consequente aumento do consumo de energia.

Para minimizar os efeitos da degradação dos equipamentos uma adequada manutenção preventiva é essencial, pois permite melhorar as condições de funcionamento de cada equipamento, além de aumentar a sua vida útil. Outro aspecto importante da manutenção preventiva é que permite diminuir a probabilidade de uma falha inesperada no equipamento. Resumindo, tal como todos nós levamos o carro à revisão anualmente ou após um determinado número de quilómetros percorridos, os equipamentos também necessitam de ser sujeitos a manutenção periódica.

No caso concreto dos equipamentos AVAC, com procedimentos de manutenção regulares conseguimos, além de aumentar a eficiência dos sistemas, melhorar as condições dos espaços onde estes equipamentos actuam, principalmente no respeita à qualidade do ar interior permitindo assim aumentar o nível de conforto proporcionado aos utilizadores do edifício.

É possível assegurar que uma adequada manutenção preventiva aos equipamentos existentes nos edifícios de comércio e serviços permite poupanças energéticas significativas, às quais se somam as poupanças económicas evitadas com as substituições precoces dos equipamentos, permitindo ainda reduzir os tempos de paragem devido a falhas e diminuir reclamações de clientes ou utilizadores dos edifícios.

Tendo em conta a importância da manutenção, na Âmago desenvolvemos um software de gestão de manutenção – GEMAX – que permite ao proprietário ou gestor do edifício organizar a manutenção de uma forma muito simples e prática. Com a ajuda do nosso software é fácil saber quais os pedidos de manutenção realizados (quer de manutenção correctiva quer de manutenção preventiva), quais os custos da manutenção realizada em cada equipamento ou local, definir o Plano de Manutenção para todos os equipamentos e locais, apresentando-se como uma ferramenta essencial no apoio às equipas de manutenção e aos gestores dos edifícios.

 

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Ecodesign ou Ecoeficiencia

Posted on: Janeiro 25th, 2016 by Helder Encarnação No Comments

A industria tem vindo ao longo das ultimas décadas a procurar sistemas eficientes que causem o mínimo impacto negativo ao meio ambiente. Esta preocupação levou à criação de praticas e orientações para a procura, criação e alteração de produtos e/ou processos eficientes e menos nocivos ao ambiente.

É neste seguimento que surge o conceito Ecodesign, unindo a eficiência ao respeito pelo ambiente, saúde e segurança que os relaciona.

Sendo que tem como princípios a utilização de materiais ecológicos, a eficiência enérgica, a qualidade e a reciclagem. O que em poucas palavras se traduz no uso de materiais amigos do ambiente, onde a sua alteração/produção recorra à menor utilização possível de energia, sem nunca esquecer a avançada qualidade que alia a funcionalidade com a facilidade em reciclar.

Cabe então às empresas criarem politicas e estratégias que vão ao encontro de boas práticas ambientais responsáveis, sem que seja necessário comprometer os custos e qualidade associados à criação ou alteração dos sistemas em causa. Sendo que a longo prazo promove vantagens como a redução de custos e diminuição de resíduos.

Legislação Térmica – Alterações aos requisitos a partir de janeiro de 2016

Posted on: Dezembro 30th, 2015 by Alexandre Campos No Comments

A atual legislação térmica, em vigor desde o dia 1 de dezembro de 2013, resultante da transposição para o direito nacional da diretiva 2010/31/UE, define os requisitos e a avaliação do desempenho energético dos edifícios, baseando-se no comportamento térmico, na eficiência dos sistemas, e na instalação, condução e manutenção dos sistemas. Esta legislação levou a que Portugal estabelecesse um mapa evolutivo com 2020 como horizonte temporal, marcando janeiro de 2016 com a alteração da generalidade dos requisitos de desempenho e valores de referência definidos, restringindo-os. Consequentemente a melhoria do comportamento térmico e o aumento da eficiência dos sistemas instalados levarão à diminuição das necessidades de energia dos novos edifícios, permitindo uma transição gradual até 2020, altura em que os edifícios com necessidade de energia quase nulas (NZEB) deverão tornar-se o padrão da nova construção.

Na Âmago, como especialistas na área de eficiência energética, acreditamos que este seja um passo essencial para a redução da dependência dos combustíveis fósseis e da pegada ambiental.

Apresentação do carro electrico da ÂMAGO

Posted on: Dezembro 19th, 2015 by João Raposo No Comments
Eis um carro eficiente

 

A Âmago como pioneira e inovadora em tudo o que à Eficiência Energética diz respeito, investiu num veiculo Eléctrico com especial decoração reforçando a nossa imagem e dando o exemplo, pelos benefícios ao ambiente e pela redução de custo. Veiculo Electrico AMAGO lateralO custo do km eléctrico é 25% do km a gasóleo. O carro estará pago no máximo em 3 anos. É um excelente investimento para todas as empresas que tenham deslocação habituais e diárias num raio até 60 km. Afinal mais de 70% da energia eléctrica produzida e consumida em Portugal vem de origem renovável.

Cimeira do Clima – Paris 2015

Posted on: Dezembro 16th, 2015 by Bruno Santos No Comments

Entre os dias 30 de Novembro e 12 de Dezembro de 2015, estiveram reunidos em Paris representantes de 195 países, com o objetivo de se encontrarem compromissos para a diminuição da emissão global de gases de efeito estufa, o que deverá diminuir os efeitos e a evolução do aquecimento global. Este acordo é algo pelo que os estados lutam desde 1992, e embora já tenha sido oficializado antes, como no Protocolo de Quioto, ainda não saiu do papel.

O Acordo de Paris foi aceite no Sábado, 12 de Dezembro de 2015, pelas partes e será simbolicamente assinado no dia 22 de Abril de 2016, Dia da Terra, depois de traduzido para as seis línguas oficiais. Entrará oficialmente em vigor assim que pelo menos 55 países, que representem 55% das emissões globais de gases com efeito de estufa, ratifiquem o acordo.

Os principais pontos do acordo são limitar o aumento da temperatura para valores abaixo dos 2ºC e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. O acordo diz também que se deve ser cada vez mais ambicioso com as metas a atingir. Os países devem rever as metas até 2020 e depois a cada cinco anos, de uma forma cada vez mais ambiciosa.

Pode ler o acordo na íntegra no documento oficial: Acordo de Paris

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No que respeita a Portugal, O Quadro Estratégico para a Política Climática (QEPiC), aprovado em Julho de 2015, apresenta os objetivos nacionais em termos de política climática consistentes com metas definidas à escala europeia, num contexto de aumento de temperatura global, em relação à era pré-industrial de 2ºC.

Os objetivos atuais mais importantes para 2030 são:

– Meta de redução das emissões de GEE (Gases com Efeito de Estufa) entre 30% a 40%, assegurada por trajetória de redução entre 18%-23% (ambas com base em 2005);

– Redução do consumo de energia em 30%, em relação à baseline, assente na eficiência energética;

– Fomento das energias renováveis, atingindo 40% do consumo final de energia.

Com o Acordo de Paris, Portugal irá ter de rever também a sua política climática e energética para poder cumprir os novos objetivos assumidos. Para que isto aconteça, Portugal tem de rever e aumentar a ambição de curto prazo nos seguintes setores fundamentais:

– Rever a meta de energias renováveis. É possível atingir 100% de eletricidade renovável já em 2030;

Reabilitação urbana precisa de ser acelerada com requisitos ambiciosos de eficiência energética;

– Rever a política de mobilidade com a promoção clara dos transportes públicos nas médias e grandes cidades, em detrimento da utilização do transporte individual.

 

Em modo de opinião pessoal, congratulamo-nos com o aumento da consciencialização global para esta temática e de que é preciso reduzir a utilização de combustíveis fósseis o mais depressa possível, eliminando-as por completo no médio/longo prazo, e na importância que a eficiência energética tem no futuro da civilização tal como a conhecemos.

As auditorias energéticas realizadas a edifícios são de suma importância para se descobrirem medidas de melhoria com vista à redução do consumo energético e consequente diminuição das emissões de gases nocivos.

 

 

 

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